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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Baco



Baco, segundo Caravaggio


Baco (em grego: Βάκχος, transl. Bákkhos; em latim: Bacchus) é o equivalente romano do deus grego Dioniso, cujo mito é considerado ainda mais antigo por alguns estudiosos. Os romanos o adotaram, como muitas de suas divindades, estrangeiras à mitologia romana, e o assimilaram com o velho deus itálico Liber Pater. Algumas lendas mencionam que a cidade de Nysa, na Índia (atual Nagar) teria sido consagrada a ele.
É o deus do vinho, da ebriedade, dos excessos, especialmente sexuais, e da natureza. Príapo é um de seus companheiros favoritos (também é considerado seu filho, em algumas versões de seu mito). As festas em sua homenagem eram chamadas de bacanais - a percepção contemporânea de que tais eventos eram "bacanais" no sentido moderno do termo, ou seja, orgias, ainda é motivo de controvérsia.
A pantera, o cântaro, a vinha e um cacho de uvas. Outras associações que não eram feitas com Baco foram atribuídas a Dioniso, como o tirso que ele empunha ocasionalmente.



História
Sémele quando estava grávida exigiu a Júpiter que se apresentasse na sua presença em toda a glória, para que ela pudesse ver o verdadeiro aspecto do pai do seu filho. O deus ainda tentou dissuadi-la, mas em vão. Quando finalmente apareceu em todo o seu esplendor, Sémele, como mortal que era, não pôde suportar tal visão e caiu fulminada. Júpiter tomou então das cinzas o feto ainda no sexto mês e meteu-o dentro da barriga da sua própria perna, onde terminou a gestação.
Ao tornar-se adulto, Baco apaixona-se pela cultura da
vinha e descobre a arte de extrair o suco da fruta. Porém, a inveja de Hera levou-a a torná-lo louco a vagar por várias partes da Terra. Quando passa pela Frígia, a deusa Cíbele cura-o e o instrui nos seus ritos religiosos. Curado, ele atravessa a Ásia ensinando a cultura da vinha. Quis introduzir o seu culto na Grécia depois de voltar triunfalmente da sua expedição à Índia, mas encontrou oposição por alguns príncipes receosos do alvoroço por ele causado.
O rei Penteu proíbe os ritos do novo culto ao aproximar-se de Tebas, sua terra natal. Porém, quando Baco se aproxima, mulheres, crianças, velhos e jovens correm a dar-lhe boas vindas e participar de sua marcha triunfal. Penteu manda seus servos procurarem Baco e levá-lo até ele. Porém, estes só conseguem fazer prisioneiro um dos companheiros de Baco, que Penteu interroga querendo saber desses novos ritos. Este se apresenta como Acetes, um piloto, e conta que, certa vez velejando para Delos, ele e seus marinheiros tocaram na ilha de Dia e lá desembarcaram. Na manhã seguinte os marinheiros encontraram um jovem de aparencia delicada adormecido, que julgaram ser um filho de um rei, e que conseguiriam uma boa quantia em seu resgate. Observando-o, Acetes percebe algo superior aos mortais no jovem e pensa se tratar de alguma divindade e pede perdão a ele pelos maus tratos. Porém seus companheiros, cegados pela cobiça, levam-no a bordo mesmo com a oposição de Acetes. Os marinheiros mentem dizendo que levariam Baco (pois era realmente ele) onde ele quisesse estar, e Baco responde dizendo que Naxos era sua terra natal e que se eles o levassem até lá seriam bem recompensados. Eles prometem fazer isso e dizem a Acetes para levar o menino a Naxos. Porém, quando ele começa a manobrar em direção a Naxos ouve sussurros e vê sinais de que deveria levá-lo ao Egito para ser vendido como escravo, e se recusa a participar do ato de baixeza.
Baco percebe a trama, olha para o mar entristecido, e de repente a nau pára no meio do mar como se fincada em terra. Assustados, os homens impelem seus remos e soltam mais as velas, tudo em vão. O cheiro agradável de vinho se alastra por toda a nau e percebe-se que vinhas crescem, carregadas de frutos sob o mastro e por toda a extensão do casco do navio e ouve-se sons melodiosos de flauta. Baco aparece com uma coroa de folhas de parra empunhando uma lança enfeitada de hera. Formas ágeis de animais selvagens brincam em torno de sua figura. Os marinheiros levados à loucura começam a se atirar para fora do barco e ao atingir a água seus corpos se achatavam e terminavam numa cauda retorcida. Os outros começam a ganhar membros de peixes, suas bocas alargam-se e narinas dilatam, escamas revestem-lhes todo o corpo e ganham nadadeiras em lugar dos braços. Toda a tripulação fôra transformada e dos 20 homens só restava Acetes, trêmulo de medo. Baco, porém, pede para que nada receie e navegue em direção a Naxos, onde encontra Ariadne e a toma como esposa. Cansado de ouvir aquela historia, Penteu manda aprisionar Acetes. E enquanto eram preparados os instrumentos de execução, as portas da prisão se abrem sozinhas e caem as cadeias que prendiam os membros de Acetes. Não se dando por vencido, Penteu se dirige ao local do culto encontrando sua própria mãe cega pelo deus, que ao ver Penteu manda as suas irmãs atacarem-no, dizendo ser um javali, o maior monstro que anda pelos bosques. Elas avançam, e ignorando as súplicas e pedidos de desculpa, matam-no. Assim é estabelecido na Grécia o culto de Baco. Certa vez, seu mestre e pai de criação, Sileno, perdeu-se e dias depois quando Midas o levou de volta e disse tê-lo encontrado perdido, Baco concedeu à ele um pedido. Embora entristecido por ele não ter escolhido algo melhor, deu a ele o poder de transformar tudo o que tocasse em ouro. Depois, sendo ele uma divindade benévola, ouve as súplicas do mesmo para que tirasse dele esse poder.
Literatura
Na epopeia Os Lusíadas, de Luís de Camões, Baco é o principal opositor dos heróis portugueses, argumentando no episódio do concílio dos deuses que seria esquecido se os lusos chegassem à Índia.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Fortuna


Fortuna era a deusa romana da sorte (boa ou má), da esperança. Corresponde à divindade grega Tyche. Era representada portando uma cornucópia (vaso em forma de chifre, com frutas e flores em abundância) e um timão, que simbolizavam a distribuição de bens e a coordenação da vida dos homens, e geralmente estava cega ou com a vista tapada (como a moderna imagem da justiça), pois distribuía seus desígnios aleatoriamente.

Fortuna era considerada filha de
Júpiter. Roma dedicava a ela o dia 11 de Junho, e no dia 24 do mesmo mês realiza um festival em sua homenagem, o Fors Fortuna. Seu culto foi introduzido por Sérvio Túlio, e Fortuna possuía um templo nos tempos da Roma republicana, próximo ao Capitólio, chamado de templo de Fortuna Virilis.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Fama

Na mitologia romana é a divindade poética, mensageira de Júpiter. Andava tanto à noite quanto durante o dia – e sem conseguir calar-se. Colocava-se sobre os lugares mais altos para levar ao público todo tipo de novidades, as falsas e as verdadeiras. Fama era representada pela figura de um monstro com asas, muito agitado e de feições horríveis, com muitos olhos e diversas orelhas.

Outra interpretação:

Divindade alegórica cujo nome significa "voz pública". Filha da Terra. É representada com numerosas bocas e ouvidos. Em suas longas asas se esconde um número enorme de olhos. Voa rapidamente, para levar a todos os lugares tanto a mentira quanto a verdade.

Mora num palácio de bronze sonoro, no meio do mundo, nas fronteiras da terra, do mar e do céu. Lá, seus ouvidos atentos escutam todas as vozes, por mais baixas que sejam. As portas, constantemente abertas, devolvem ampliados todos os sons. Nos pórticos dessa morada, perambula uma multidão e espalham-se os boatos tão rapidamente, quanto as notícias verdadeiras.

Rodeada da Credulidade, do Erro, da Falsa Alegria, do Terror, da Sedição e dos Falsos Rumores, Fama vigia o mundo inteiro.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Jano


Jano (em latim Janus) foi um deus romano que deu origem ao nome do mês de Janeiro.
Era o porteiro celestial, sendo representado com duas cabeças, representando os términos e os começos, o passado e o futuro. De fato, era o responsável por abrir as portas para o ano que se iniciava, e toda porta se volta para dois lados diferentes.

Jano.
Existem, no entanto, em alguns locais, representações daquele deus com quatro faces. Em seu templo, as portas principais ficavam abertas em tempos de guerra e eram fechadas em tempos de paz. De acordo com tradição só foram fechadas duas vezes na história — uma no reinado de Numa e outra no de Augusto.
Os romanos associavam Janus com a divindade etrusca Ani.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Lares

Lar de bronze do século I (M.A.N., Madrid

Lar (s.), Lares (pl.) são divindades domésticas romanas. Inicialmente associados a Mane - Divindade proto-romana dos mortos - os Lares passaram a ser cultuados no culto doméstico primitivo como personificações de seus antepassados. Em A Cidade Antiga, Fustel de Coulanges trata detalhadamente da formação da proto-civilização romana e da incorporação e sua paridade com outras civilizações e costumes orientais.
Lares também são tomados com os filhos de Mercúrio e Lara, e foram cultuados pelos romanos durante muitos séculos. O Lar está associado ao fogo sagrado, mantido aceso pelas Vestais nos templos, bem como o fogo mantido no altar doméstico, onde sua guarda é passada de pai para filho, geração após geração pelos etruscos e lácios. A associação do culto doméstico prestado aos Lares com o culto aos mortos e sua responsabilidade hereditária com o fogo sagrado do altar doméstico, ou Agni, se repete em quase todas as culturas européias e em grande parte das asiáticas. Mesmo nas Américas existem variantes do mesmo mito e sua associação com divindades ou gênios domésticos, como o Saci
.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Iustitia


Iustitia (Justiça ou Justitia) era a deusa romana que personificava a justiça. Correspondia, na Grécia, a Deusa Dice ou Diké. Difere dela por aparecer de olhos vendados (simbolizando a imparcialidade da justiça e a igualdade dos direitos). No dia de Justitia (8 de janeiro) é usual acender um incenso de lavanda para ter a justiça sempre a favor.
A deusa deveria estar de pé durante a exposição do
Direito (jus), enquanto o fiel (lingueta da balança indicadora de equilíbrio) deveria ficar no meio, completamente na vertical, direito (directum). Os romanos pretendiam, assim, atingir a prudentia, ou seja, o equilíbrio entre o abstrato (o ideal) e o concreto (a prática).
As representações grega e romana diferiam ainda na atitude em relação à
espada. Enquanto Diké empunhava uma espada, representando a imposição da justiça pela força (iudicare), Iustitia preferia o jus-dicere, atitude em que a balança era empunhada pelas duas mãos, sem a espada; ou com ela em posição de descanso, podendo, quando necessário, ser utilizada.

domingo, 15 de novembro de 2009

Fauno

Representação impressionista de um fauno tocando a flauta de Pã, atividade que para seu mito induz a um estado de sono semelhante a um transe, quanto tocada muito alto. (Artista: Merse).

Fauno (do latim Faunus, "favorável" ou também Fatuus, "destino" ou ainda "profeta") é nome exclusivo da mitologia romana, de onde o mito originou-se, como um rei do Lácio que foi transmutado em deus e, a seguir, sofreu diversas modificações, sincretismo com seres da religião grega ou mesmo da própria romana, causando grande confusão entre mitos variados, ora tão mesclados ao mito original que muitos não lhes distinguem diferenças (como, por exemplo, entre as criaturas chamadas de faunos – em Roma – e os sátiros, gregos).
Assim, para compreender a figura de Fauno, é preciso inicialmente saber que o nome era usado para denominar, essencialmente, três figuras distintas: Fauno,
rei mítico do Lácio, deificado pelos romanos, muitas vezes confundido com Pã, com Silvano e/ou com Lupércio (como deus, era imortal); Faunos (no plural, embora possa ser usado no singular, quando individuado o ser) – criaturas que, tal como os sátiros gregos,[ possuíam um corpo meio humano, meio bode, e que seriam descendentes do rei Fauno. (Eram semideuses e, portanto, mortais); ou ainda, Fauno, um marinheiro que, tendo se apaixonado por Safo, obteve de Afrodite beleza e sedução a fim de que pudesse conquistar a poetisa.
Desde a Antiguidade, em muitos festivais de Atenas, a maioria dedicados a Dionísio, diversas tragédias eram representadas antes de uma peça chamada "satírica", onde os atores, em coro, se fantasiavam de faunos, realizando danças e cantos em flautas, para cortejar o deus.Desde então, a obra satírica foi aproveitada pelo Renascimento e em alguns Classicismos, ficando vigorizada na Europa, e na poesia de Gregório de Mattos.
Devido suas sincrônancias, o mito do fauno fundiu-se com muitas outras culturas e, passando pelos séculos, adquiriu muitas representações artísticas. Na representação da escultura, Praxíteles talvez tenha sido o primeiro a retratar a figura como jovem e bela, conservando seu lado físico humano e obscurecendo seus traços animais. Além de ser trabalhada em obras literárias (notavelmente na poesia), o mito do fauno atravessou os tempos e atingiu também a arte barroca e também a arte renascentista, onde seus artistas o retratavam de formas diferentes

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Eolo


Éolo era o deus dos ventos na mitologia grega, sendo o senhor dos outros deuses do vento (Bóreas, Nótus, Eurus e Zéfiro). Era Filho de Poseidon, e vivia na ilha flutuante de Eólia com seus seis filhos e suas seis filhas.

Éolo
Durante sua jornada de volta da Guerra de Tróia, Odisseu foi lançado em sua ilha por Poseidon, que estava irado com o herói que cegara seu filho Polifemo. Éolo resolveu ajudar Odisseu, prendendo os ventos em um saco de couro de boi. Prendeu todos, exceto Zéfiro, o vento oeste, que o levaria para Ítaca. Odisseu não poderia abrir o saco até que chegasse em Ítaca. No final da viagem, no entanto, seus homens, curiosos, o abriram, libertando todos os ventos, o que os afastou de Ítaca. A tripulação acabou retornando a Eólia, mas Éolo, irritado, expulsou-os de lá.
Outro Éolo da mitologia grega foi o rei de Tessália. Era o filho de Heleno, antepassado dos helenos, os antigos habitantes da Grécia. Éolo e Enarete tiveram vários filhos: Creteu, Sísifo, Deioneu, Salmoneu, Atamante, Perieres, Cercafas e, talvez, Magnes, e filhas, Calice, Peisidice, Perimele e Alcione. Uma das filhas de Éolo é a mãe do deus Éolo.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Jutuna

Templo de Juturna no Largo di Torre Argentina, em Roma.

Juturna é, na mitologia romana, uma deusa menor, ninfa das águas e mananciais. É filha do rei mítico Dauno e irmã de Turno, rei dos rútulos, com quem participa dos combates para expulsar Eneias e os troianos que vieram se estabelecer na Itália, depois da queda de Tróia. Protege as lagoas, as nascentes, os poços e os rios.
Em data muito antiga também a chamavam de Diuturna e era honrada à beira do rio Numício, não longe de Lavínio, cidade que Eneias fundou e à qual deu esse nome em homenagem à sua segunda esposa, Lavínia. Segundo Virgílio, na Eneida, era filha da deusa Venília, divindade antiga das águas doces. A tradição romana a associava ao culto de Netuno.
Segundo a lenda, foi amada por Júpiter, que, para recompensá-la, a tornou imortal e lhe deu o domínio sobre os rios e as águas. Essa ligação secreta foi revelada por outra ninfa, Lara (ou Larunda), que por esse motivo foi punida pelo rei dos deuses com a perda da fala. Segundo outra versão, era mulher do deus Jano, com quem teve o filho Fonte.
Desempenha papel importante no livro XII da Eneida. Incitada pela deusa Juno, que era hostil aos troianos, assume a aparência do chefe itálico Camerto e, com censuras e exortações, faz com que ele reúna o exército dos rútulos e o manda atacar os troianos. Em seguida suscita um prodígio (uma águia é obrigada pelos pássaros que perseguia a soltar sua presa e fugir) para influenciar os aliados de Turno (Eneida, XII, 216-256).
Quer livrar a todo custo seu irmão Turno do duelo com Eneias, porque sabe que ele será derrotado. Adota a aparência de Metisco, cocheiro de seu irmão, e durante o duelo entre os dois inimigos dá a Turno a espada forjada por Vulcano, que ele havia perdido durante o combate. Foi obrigada por uma fúria enviada por Júpiter a abandonar o irmão ao seu destino.
Em Roma, davam o nome de lacus Iuturnae (lago de Juturna) a uma fonte situada no Fórun Romano, ao lado do templo de Vesta. Tinha um templo consagrado a ela no Campo de Marte, que provavelmente se identifica com a área sagrada do Largo di Torre Argentina. Foi mandado construir por Caio Lutácio Catulo em 241 a.C. depois de ter vencido uma batalha naval perto do litoral da Sicília, derrotando os cartagineses na primeira guerra púnica.
Sua festa (as Iuturnalia) era celebrada em 13 de janeiro. Dela participavam os encarregados dos chafarizes e pessoas que haviam escapado de um incêndio.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Juno


Juno, também conhecida como Hera na mitologia grega, é a esposa de Júpiter e rainha dos deuses. É representada pelo pavão, sua ave favorita. Íris era sua servente e mensageira.
Juno e
Júpiter tinham 4 filhos, Lucina (Ilítia), deusa dos partos e gestantes, Juventa (Hebe), deusa da juventude, Marte (Ares), deus da guerra e Vulcano (Hefesto), o artista celestial, que era coxo. Juno sentia-se tão aborrecida ao vê-lo que atirou-o para fora do céu. Outra versão diz que Júpiter o jogou para fora, por este ter participado de uma briga do rei do Olimpo
com Juno, deixando-o coxo com a queda.
Juno possuia muitas rivais, entre elas, a bela
Calisto, que Juno, por inveja da imensa beleza que conquistara seu marido, transformou numa ursa. Calisto passou a viver sozinha com medo dos caçadores e das outras feras da floresta, esquecendo-se de que agora ela própria era uma. Um dia, Calisto reconheceu num caçador seu filho Arcas, já homem. Quis correr e abraçá-lo mas Arcas já erguera sua lança para matá-la quando Júpiter, vendo a desgraça que estava por acontecer afastou-os e lançou-os ao céu transformando-os nas constelações de Ursa Maior e Ursa Menor. Juno, enfurecida por Júpiter ter dado tal privilégio a sua rival, sai à procura de Tétis e Oceanus, as antigas divindades do mar. Conta-lhes toda a injúria que Júpiter fizera a ela, e pede para que eles não deixem as constelações se esconderem em suas águas. Assim a Ursa Maior e a Ursa Menor
movem-se em círculo no céu mas nunca descem por trás do oceâno, como as outras estrelas.
Outra de suas rivais foi
Io, que Júpiter, ao sentir a presença de Juno, transforma em uma novilha. Juno, desconfiada, pede a novilha de presente. Júpiter não podia negar um presente tão insignificante a sua mulher, então, pesaroso, entrega a novilha a Juno que coloca-a sob os cuidados de Argos Panoptes, um monstro de muitos olhos, e tendo tantos, nunca fechava mais que dois para dormir, vigiando Io dia e noite. Júpiter, perturbado pelo sofrimento da amante, pede a Mercúrio que mate Argos. Com músicas e histórias, Mercúrio consegue fazer com que Argos feche seus 100 olhos e nisso corta sua cabeça fora. Juno entristecida recolhe seus olhos que haviam perdido toda a luz e coloca-os na cauda de seu pavão
, onde permanecem até hoje.
Enfurecida, Juno persegue
Io por muitas partes da terra até que Júpiter
intercede por ela prometendo não dar mais atenção a Io. Juno concorda devolvendo-lhe a aparência humana.
Outro forte inimigo de Juno foi
Hércules, filho de Júpiter com a mortal Alcmena. A este declarou guerra desde seu nascimento. Com uma tentativa frustrada de matá-lo quando era apenas um bebê, Juno o submete a Euristeus, que o envolve em muitas aventuras perigosas que ficaram conhecidas como "doze trabalhos".

domingo, 8 de novembro de 2009

Fauna

Mito
Segundo algumas variantes do mito de Fauno, Fauna teria sido ou sua irmã, esposa e até filha. Neste último papel, teria sido violentada pelo próprio pai que, transmutado numa serpente, consumara o ato. Na variante em que surge como esposa de Fauno, era uma senhora de hábitos comedidos que, mesmo assim, veio a se embriagrado e se deixado seduzir por um pichel de vinho, fora assassinada pelo esposo com açoitadas.
Sua origem e significados são obscuros. Nos primórdios era chamada somente de "a deusa amável", epíteto que derivara da crença de que sua bondade se estendia a toda a natureza.

Descendentes
Seus descendentes com Fauno eram os faunos.
Também chamados de fátuos, os faunos eram pequenas entidades proféticas dos campos, por vezes vistos como gênios ou causadores de pesadelos.

Representação
Na versão de Fauna/Fátua, muitas vezes era representada como Juno ou como Cibele, mas era comum tê-la na forma de anciã, com orelhas ponteagudas e tendo uma serpente em suas mãos

Culto
A primeira noite de Maio era a data do festival dedicado a Fauna. As comemorações, às quais apenas mulheres e moças podiam comparecer, eram regadas a vinho, música, atividades lúdicas e cerimônias secretas. Assim como Fauno, a deusa possuía dons oraculares, diferindo daquele pois suas profecias eram feitas apenas ao gênero feminino.

Associação com outras divindades
Sobre a confusão de Fauna a outras divindades, Alexander Murray tece várias considerações: era associada com a deusa Ops, com Cibele, Sêmele (a mãe de Dionísio), com Maya (mãe de Hermes), com Gea e outras. Para o autor, isso decorria de sua percepção como "deusa amável", a incutir a identificação com outras deusas. Também segundo Murray seu nome e significados obscuros teriam engendrado os seres fantásticos que, em tempos modernos, passaram a ser chamados de duendes.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Esculápio


Esculápio (em latim: Aesculapius) era o deus romano da medicina e da cura. Foi herdado diretamente da mitologia grega, na qual tinha as mesmas propriedades mas um nome sutilmente diferente: Asclépio (em grego: Ἀσκληπιός, transl. Asklēpiós).
Segundo reza o
mito, Esculápio nasceu como mortal, mas depois da sua morte foi-lhe concedida a imortalidade, transformando-se na constelação Ofiúco. Dentre seus filhos encontram-se Hígia - deusa da saúde pública -, Panacéia - deusa da farmácia -, Podalírio, Macaão e Telésforo.
Curiosamente, na província da
Lusitânia, correspondente ao atual território de Portugal, Esculápio era especialmente venerado, enquanto em Roma era considerado uma divindade menor.
O culto a Esculápio foi muito prestigiado no mundo antigo. Os santuários erigidos em sua homenagem se converteram em sanatórios.
Na
Ilíada de Homero, Esculápio é apresentado como um hábil cirurgião. Píndaro e Hesíodo detalham como Zeus acabou por fulminar Asclépio com um raio. Consta que a atitude do deus foi porque Asclépio pretendia igualar-se aos deuses tornando os seres humanos imortais.
Depois de algum tempo, Esculápio passou a ser considerado como filho de
Apolo com a mortal Corônis, tendo então o poder de curar aos enfermos.
No
Peloponeso, no século VI a.C., foram erigidos um templo chamado de Epidauro e um teatro. Lá eram acolhidos os peregrinos e enfermos que acorriam para a festa em honra de Esculápio, a Epidauria. Patrono dos médicos, sua figura aparecia nos ritos místicos de Elêusis.
Em
Roma, por ordem das profecias sibilinas, que foram um conjunto de oráculos do ano 293 a.C., o culto a Esculápio foi iniciado.
Esculápio era representado como um homem barbudo, com o ombro direito descoberto, de olhar sereno ao horizonte, ora acompanhado de sua filha
Hygiea (Higia, a saúde), ora sozinho. Seu braço esquerdo, sempre aparece apoiado num cajado, confundido às vezes com o caduceu de Mercúrio, que possui duas serpentes, enquanto em volta de seu bastão há apenas uma serpente. O bordão de Esculápio se transformou no símbolo da medicina.

Diana

Estátua de Diana no Museu do Louvre


Em Roma, Diana (a Artemis grega) era a deusa da lua e da caça, filha de Júpiter e de Latona, e irmã gêmea de Apolo. Era muito ciosa de sua virgindade. Na mais famosa de suas aventuras, transformou em um cervo o caçador Acteão, que a viu nua durante o banho. Indiferente ao amor e caçadora infatigável, Diana era cultuada em templos rústicos nas florestas, onde os caçadores lhe ofereciam sacrifícios. Na mitologia romana, Diana era deusa dos animais selvagens e da caça, bem como dos animais domésticos. Filha de Júpiter e Latona, irmã gêmea de Apolo, obteve do pai permissão para não se casar e se manter sempre casta. Júpiter forneceu-lhe um séquito de sessenta oceânidas e vinte ninfas que, como ela, renunciaram ao casamento. Diana foi cedo identificada com a deusa grega Ártemis e depois absorveu a identificação de Artemis com Selene (Lua) e Hécate (ou Trívia), de que derivou a caracterização triformis dea ("deusa de três formas"), usada às vezes na literatura latina. O mais famoso de seus santuários ficava no bosque junto ao lago Nemi, perto de Arícia.

Diana e as ninfas, surpresa pelo sátiro
Pela tradição, o sacerdote devia ser um escravo fugitivo que matasse o antecessor em combate. Em Roma, seu templo mais importante localizava-se no monte Aventino e teria sido construído pelo rei Servius Tulius no século VI a.C. Festejavam-na nos idos (dia 13) de agosto. Na arte romana, era em geral representada como caçadora, com arco e aljava, acompanhada de um cão ou cervo.

domingo, 1 de novembro de 2009

Cupido




Cupido encordoando seu arco.Museus Capitolinos, Roma





Cupido, também conhecido como Amor, era o deus equivalente em Roma ao deus grego Eros. Filho de Vênus e de Marte, (o deus da guerra), andava sempre com seu arco, pronto para disparar sobre o coração de homens e deuses. Teve um romance muito famoso com a princesa Psiquê, a deusa da alma.
Cupido encarnava a paixão e o amor em todas as suas manifestações. Logo que nasceu,
Júpiter (pai dos deuses), sabedor das perturbações que iria provocar, tentou obrigar Vénus a se desfazer dele. Para protegê-lo, a mãe o escondeu num bosque, onde ele se alimentou com leite de animais selvagens.
Cupido era geralmente representado como um menino alado que carregava um arco e um carcás com setas. Os ferimentos provocados pelas setas que atirava despertavam amor ou paixão em suas vítimas. Outras vezes representavam-no vestido com uma armadura semelhante à que usava Marte, talvez para assim sugerir paralelos irónicos entre a guerra e o romance ou para simbolizar a invencibilidade do amor. Embora fosse algumas vezes apresentado como insensível e descuidado, Cupido era, em geral, tido como benéfico em razão da felicidade que concedia aos casais, mortais ou imortais. No pior dos casos, era considerado malicioso pelas combinações que fazia, situações em que agia orientado por Vénus.






O Mito de Cupido e Psiquê


Um certo dia, Vênus estava admirando a terra quando avistou uma bela moça chamada Psique. Vênus era uma deusa muito vaidosa e não gostava de perder em matéria de aparência, muito menos para uma mortal. Vênus chamou Mercúrio e disse-lhe: "- Mande esta carta para Psiquê."
Quando Psiquê recebeu a carta ficou admirada, recebendo uma carta de uma deusa. Mas ficou muito decepcionada quando a leu. Na carta havia uma profecia clamada pela própria Vênus. A profecia dizia que Psiquê ia se casar com a mais horrenda criatura. Psiquê ficou desesperada, foi contar para suas irmãs. Psique era muito inocente e nunca percebeu que suas irmãs morriam de inveja dela.
Enquanto isso, no Monte
Olimpo, Vênus chamou seu filho Cupido: "- Meu caro filho, preciso de um grande favor seu. Quero que você vá a terra e atire uma de suas flechas de amor em Psique, e faça com que ela se apaixone pelo homem mais feio do planeta". Cupido gostava muito de sua mãe e não quis contrariá-la. Então foi. Quando anoiteceu, Cupido foi até a casa de Psique, entrou pela janela avistou um rosto perfeito, traços encantadores. Cupido chegou bem perto para não ter a chance de errar o alvo (apesar de ter uma mira muito boa, mas estava encantado com a bela jovem). Se preparou para atirar, esticou o seu arco e quando ia soltar a flecha, Psiquê moveu o braço, e Cupido acertou ele mesmo. A partir daquele instante Cupido ficou perdidamente apaixonado pela jovem. Voltou para casa, mas não conseguiu dormir pensando na bela Psiquê.

No dia seguinte, Cupido foi falar com Zéfiro (o vento oeste) e pediu para que transportasse Psique para os ares e a instalasse num palácio magnífico, onde era a casa de Cupido. Quando a noite caiu, a moça ouviu uma voz misteriosa e doce: "- Não se assuste, Psiquê, sou o dono desse palácio. Ofereço a ti como presente de nosso casamento, pois quero ser seu esposo. Tudo que está vendo lhe pertence. E tudo que deseja será concebido. Zéfiro estará às suas ordens, ele fará tudo o que você quiser. Eu só lhe faço uma exigência: não tente me ver. Só sob esta condição poderemos viver juntos e sermos felizes".
Toda noite Cupido vinha ver Psiquê, mas em uma forma invisível. A moça estava vivendo muito feliz naquele lindo palácio. Mas passando os dias Psiquê ficava cada vez mais curiosa para saber quem era seu marido. Certa noite, quando Cupido veio ver Psiquê, eles se encontraram e se amaram. Mas quando Cupido adormeceu, Psiquê escondida e em silêncio pegou uma lamparina e acendeu-a, e quando ela viu o belo jovem de rosto corado e cabelos loiros, ficou encantada. Mas num pequeno descuido ela deixou cair uma gota de óleo no braço do rapaz, que acordou assustado e, ao ver Psiquê, desapareceu. O encanto todo acabou, o palácio os jardins e tudo que havia em volta desapareceu, como num passe de mágica. Psiquê ficou sozinha num lugar árido, pedregoso e deserto.
Desconsolado, Cupido voltou para o Olimpo e suplicou a
Zeus que lhe devolvesse a esposa amada. O senhor dos deuses respondeu: "- O deus do amor não pode se unir a uma mortal".
Mas Cupido protestou. Será que
Zeus que tinha tanto poder não podia tornar Psiquê imortal? O senhor dos deuses sorriu lisonjeado. Além do mais como poderia de deixar de atender a um pedido de Cupido, que lhe trazia lembranças tão boas? O deus do amor o tinha ajudado muitas vezes, e talvez algum dia Zeus precisaria da ajuda de Cupido de novo. Seria mais prudente atender o seu pedido. Zeus mandou Hermes ir buscar Psique e lhe trouxesse para o reino celeste. Então Zeus, o soberano, transformou Psiquê em imortal. Nada mais se opôs aos amores de Cupido e Psiquê, nem mesmo Vênus, que ao ver seu filho tão feliz se moveu de compaixão e abençoou o casal. Seu casamento foi celebrado com muito néctar, na presença de todos os deuses.
As
Musas (jovens encantadas, que eram acompanhantes do deus Apolo) e as Graças (jovens que representavam a beleza que acompanhavam a deusa Venus) aclamavam a nova deusa em meio a cantos de danças. Assim Cupido viveu sua imortalidade com o ser que mais amou.

Cupido, pintura deWilliam-Adolphe Bouguereau (1825-1905)

sábado, 31 de outubro de 2009

Cibele

Cíbele, representada num carro puxado por leões, na Plaza de Cíbeles, em Madrid

Cibele ou Cíbele era originalmente uma deusa da Frígia, designada como Mãe dos Deuses ou Deusa mãe. Deusa do poder de fertilidade da natureza, seu culto começou na Ásia Menor e se espalhou por diversos territórios gregos.
Sob o antigo título grego,
Potnia Theron, também associada com a Deusa mãe minóica, remonta às raízes pré-históricas neolíticas da "Senhora dos animais". Cibele se tornou uma divindade do ciclo de vida-morte-renascimento que refere-se à ressureição do filho e amante Attis.
Essa divindade oriental foi introduzida em Roma na época das
guerras púnicas, em 204 a.C. Na ocasião, os romanos mandaram vir de Pessinunte, terra do rei Midas e onde se encontrava o templo principal dedicado à deusa, uma pedra negra que a simbolizava. Alguns anos mais tarde, em 191 a.C., recebeu no Palatino um templo, restaurado posteriormente pelo imperador Augusto.
Era acompanhada por um guia e amante,
Átis, cujo culto, suspeito aos olhos dos romanos, só foi liberado realmente pelo imperador Cláudio. O interesse de Augusto por essa divindado pode explicar a importância que Virgílio lhe dá na Eneida. Em 2, 779 ela diz a Eneias que foi o próprio Júpiter que proibiu que Creúsa o acompanhasse em sua fuga, para criar uma nova Tróia.
Em 3, 111-113, Virgílio apresenta alguns aspectos de seu culto e
Anquises, pai de Eneias, atribui-lhe uma origem cretense. Em 7, 139, Cibele figura entre as divindades invocadas por Eneias. Adiante, no livro 9, Cibele intervém para que os rutulianos (ou rútulos) não queimem os navios dos troianos cercados e, por sua intercessão, Júpiter transforma as embarcações em ninfas marinhas (9, 80-83).
Cibele aparece também no livro 10 da Eneida (verso 220), com o nome de Cibebe. É mencionada ainda em 11, 768. Informações sobre o culto a Cibele são encontradas em
Catulo, 63; Lucrécio, 2, 598-643; e em Ovídio, Fastos, 4, 179-372.
Segundo os gregos, contudo, esta deusa seria apenas uma encarnação de
Reia, adorada no Berecinto, um dos picos do monte Ida da Frígia, daí o epíteto de berecintiana que lhe é dado às vezes. O culto incluía manifestações orgíacas, como era próprio dos deuses relacionados com a fertilidade, celebrados pelos curetes ou coribantes.
Era representada, frequentemente, com uma coroa de torres, com
leões por perto ou num carro puxado por esses animais. Está relacionada com a lenda grega de Agdístis e Átis.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Ceres


Estátua de Ceres no Museu do Louvre em Paris
Ceres, na mitologia romana, equivalente à deusa grega, Deméter, filha de Saturno e Cibele , amante e irmã de Júpiter, irmã de Juno , Vesta, Netuno e Plutão, e mãe de Proserpina com Júpiter.
Patrona da Sicília, Ceres pediu a Júpiter para que a Sicília fosse colocada nos céus; como resultado, e porque a ilha tem forma triangular, criou a constelação Triangulum , um dos antigos nomes era Sicilia.
Ceres era a deusa das plantas que brotam (particularmente dos grãos) e do amor maternal. Diz-se que foi adotada pelos romanos em 496 a.C. durante uma fome devastadora, quando os livros Sibilinos avisaram para que se adotassem a deusa grega Deméter, Cora (Perséfone) e Dionísio.
A deusa era personificada e celebrada por mulheres em rituais secretos no festival de Ambarvalia, em Maio. Existia um templo dedicado a Ceres no monte Aventino em Roma. O seu primeiro festival era a Cereália ou Ludi Ceriales ("jogos de Ceres"), instituidos no século III a.C. e celebrados anualmente de 12 de Abril a 19 de Abril. A veneração de Ceres ficou associada às classes plebeias, que dominavam o comércio de cereais. Sabe-se muito pouco sobre os rituais de veneração a Ceres; um dos poucos costumes que foram registados era uma prática de apertar ligas nas caudas das raposas e que eram largadas no Circus Maximus.
Ela tinha doze deuses menores que a assistiam, e estavam encarregues de aspectos específicos da lavoura.
Ceres era retratada na arte com um cetro, um cesto de flores e frutos e tinha uma coroa feita de orelhas de trigo.
A palavra cereal deriva de Ceres, comemorando a associação da deusa com os grãos comestíveis. O nome Ceres provém de "ker", de raiz Indo-Europeia e que significa "crescer", também é a raiz das palavras "criar" e "incrementar". O asteróide Ceres levou o nome desta deusa, o mesmo aconteceu com o elemento químico Cerium.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Aurora


Aurora e Titone: Aurora, deusa da manhã e Tithonus, Príncipe de Tróia, pintados por Francesco de Mura
Aurora era a deusa romana do amanhecer, equivalente à grega Eos. Aurora é a palavra latina para amanhecer. Aurora renovava-se toda manhã ao amanhecer e voava pelo céu anunciando a chegada da manhã. Tinha como parentes um irmão, o Sol, e uma irmã, a Lua. Também tinha muitos maridos e quatro filhos, os ventos Norte, Leste, Oeste e Sul, um dos quais foi morto. Um de seus maridos era Tithonus, a quem ela havia inicialmente tomado como amante. Aurora pediu a Júpiter para conceder a imortalidade a Tithonus, no entanto, deixou de pedir-lhe a juventude eterna. Como resultado, Tithonus acabou envelhecendo eternamente.William Shakespeare faz referência a ela em Romeu e Julieta.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Ana Perena


Suicídio de Dido, detalhe que representa Dido suicida socorrida por sua irmã Ana, identificada mais tarde com a deusa romana Ana Perena, óle sobre tela de Guercino, 1625, Roma, Galleria Spada.
Segundo a mitologia romana, Ana Perena (em latim Anna Perenna) era uma antiga deusa de Roma que presidia ao curso do ano e do seu retorno perpétuo, e por isso era chamada também Anna ac Peranna. Era considerada, igualmente, a deusa da abundância e do alimento. Segundo Virgílio e Ovídio, era filha de Belo e irmã e confidente de Dido, rainha de Cartago.


A Deusa

A festa de Ana Perena caía nos idos de março (15 de março), que marcavam a primeira lua cheia do ano no antigo calendário romano lunar, quando março era o primeiro mês do ano. Era celebrada no bosque da deusa na primeira pedra milhar da Via Flamínia. Dela participavam muitos plebeus da cidade.
Macróbio conta que as oferendas feitas a ela eram ut annare perannareque commode liceat, isto é, "para passar um bom ano do início ao fim". Também João Laurêncio Lido, escritor de origem grega com obras sobre temas de arqueologia, diz que os sacrifícios e orações públicos eram oferecidos para assegurar um ano próspero.
Em seus Fastos, Ovídio faz uma descrição muito viva das diversões e da licenciosidade de sua festa ao ar livre. Conta que eram armadas barracas e construídos pavilhões, nos quais os rapazes deitavam ao lado das moças, e as pessoas pediam a Ana que lhes concedesse vida longa para que pudessem beber muitos cálices de vinho na sua festa.


Culto

Existem atualmente referências de culto a Ana Perena em dois lugares. Um em Busceni, na (Sicília), onde em 1899 foram encontradas inscrições dedicadas a Ana e a Apolo, e outro em Roma, onde em 1999 foi descoberta uma fonte dedicada aos ritos de Ana Perena.

sábado, 17 de outubro de 2009

Júpiter


Júpiter (em latim, Iuppiter) era o deus romano do dia, comumente identificado com o deus grego Zeus. Também era chamado de Jove (Jovis). Na mitologia romana Júpiter é o pai do deus Marte. Assim, Júpiter é o avô de Rómulo e Remo, os lendários fundadores de Roma. Júpiter é filho de Saturno e Cíbele.
Os fados tinham comunicado ao seu pai,
Saturno, que ele havia de ser afastado do trono por um filho que nascesse dele. Para evitar a concretização da ameaça do destino, Saturno devorava os filhos que mal acabavam de nascer. Quando Júpiter nasceu, a mãe, cansada de ver assim desaparecer todos os filhos, entregou a Saturno uma pedra, que o deus engoliu sem se dar conta do logro.
Sua mãe então o entregou às
ninfas da floresta em que o havia parido.
Criado longe, na ilha de Creta, para não ter o mesmo destino cruel dos irmãos, ali cresceu alimentado pela cabra Amalteia. Quando esta cabra morreu, Júpiter usou a sua pele para fazer uma armadura que ficou conhecida por Égide.
Quando chegou à idade adulta enfrentou o pai e, com a ajuda de uma droga, obrigou-o a vomitar todos os filhos que tinha devorado. Após libertar os irmãos do ventre paterno, empreendeu uma revolta (
titanomaquia). Saturno procurou seus irmãos para fazer frente ao jovem deus rebelde que, com seus irmãos, reuniram-se no Olimpo. Casou-se com Juno, sua irmã e filha preferida de Cibele.
Júpiter teve muitos filhos, tanto de deusas como de mulheres. Marte, Minerva e Vénus são seus filhos divinos, entre outros. Quando se apaixonava por mortais, Júpiter assumia diversas formas para se poder aproximar delas.
Baco era seu filho e da mortal Sémele. A jovem durante a gravidez insistiu que queria ver o pai do seu filho, em toda a glória. Júpiter tentou dissuadi-la, mas sem êxito. Quando o rei dos deuses se apresentou abertamente à sua amante, esta caiu fulminada. Júpiter tomou então o feto e colocou-o na sua barriga da perna, onde terminou a gestação.
Para conquistar a Princesa
Europa, transformou-se em touro branco. A jovem aproximou-se e Júpiter mostrou-se meigo. Quando Europa montou sobre o seu dorso, ele elevou-se nos ares e levou a princesa para a ilha de Creta, onde se uniu a ela. Dessa união nasceram Minos, Radamante e Sarpédon.
Noutra altura apaixonou-se por
Alcmena, esposa de Anfitrião. Para a conquistar, assumiu a forma do próprio marido e contou com a ajuda de Mercúrio, que tomou a forma do criado Sósia. Dessa união nasceu o semi-deus Hércules. Para mais informações sobre Netuno vá no google e procure: Netuno ou Zeus(para os idiotas:Netuno é Romano e Zeus é grego).