sexta-feira, 21 de agosto de 2015


Nasrudim e o ovo

Certa manhã, Nasrudin - o grande místico sufi que sempre fingia ser louco - colocou um ovo embrulhado em um lenço, foi para o meio da praça de sua cidade, e chamou aqueles que estavam ali.
- Hoje teremos um importante concurso! - disse - Quem descobrir o que está embrulhado neste lenço, eu dou de presente o ovo que está dentro!
As pessoas se olharam, intrigadas, e responderam:
- Como podemos saber? Ninguém aqui é capaz de fazer adivinhações!
Nasrudin insistiu:
- O que está neste lenço tem um centro que é amarelo como uma gema, cercado de um líquido da cor da clara, que por sua vez está contido dentro de uma casca que quebra facilmente. É um símbolo de fertilidade, e nos lembra dos pássaros que voam para seus ninhos. Então, quem pode me dizer o que está escondido?
Todos os habitantes pensavam que Nasrudin tinha em suas mãos um ovo, mas a resposta era tão óbvia, que ninguém resolveu passar vergonha diante dos outros.
E se não fosse um ovo, mas algo muito importante, produto da fértil imaginação mística dos sufis? Um centro amarelo podia significar algo do sol, o líquido ao redor talvez fosse um preparado alquímico. Não, aquele louco estava querendo fazer alguém de ridículo.
Nasrudin perguntou mais duas vezes, e ninguém se arriscou a dizer algo impróprio.
Então ele abriu o lenço e mostrou a todos o ovo.
- Todos vocês sabiam a resposta - afirmou. - E ninguém ousou traduzi-la em palavras.
"É assim a vida daqueles que não tem coragem de arriscar: as soluções nos são dadas generosamente por Deus, mas estas pessoas sempre procuram explicações mais complicadas, e terminam não fazendo nada."
Quem Sou Eu?
Depois de uma longa viagem, Nasrudin deu de cara com uma turbulenta
multidão em uma grande cidade. Nunca havia visto um lugar tão grande
e lhe confundiam a cabeça todas aquelas pessoas amontoadas pelas ruas.
“Num lugar assim”, refletia Nasrudin consigo mesmo, “fico imaginando
como é que as pessoas fazem para não se perderem de si mesmas,
para saberem quem são.”Então, pensou: “Devo recordar-me bem
de mim, caso contrário poderia perder-me de mim mesmo”.
Mais que depressa, procurou uma hospedaria.
Um sujeito brincalhão estava acomodado numa cama próxima
àquela reservada a Nasrudin.O Mullá pensou em fazer a sesta, mas estava diante de um problema: como encontrar novamente a si mesmo ao acordar. Confidenciou seu problema ao vizinho.“Muito simples”, disse o tal brincalhão. “Aqui tem um balão. Basta amarrá-lo na sua perna e ir dormir.
Quando acordar, procure o homem com o balão e esse homem será você.”“Excelente idéia”, disse Nasrudin.Algumas horas depois,
o Mullá acordou. Procurou o balão e o achou amarrado na perna do vizinho brincalhão.“É, esse aí sou eu”, pensou. Então, apavorado, começou a
sacudir o sujeito: “Acorda! Algo aconteceu, do jeito que eu imaginei que aconteceria! Sua idéia não foi boa!”O homem acordou e perguntou
qual era o problema. Nasrudin apontou-lhe o balão.
“Pelo balão, posso dizer que você sou eu. Mas se você sou eu,
pelo amor de Deus, quem sou eu?”

QUARTA-FEIRA, 28 DE MARÇO DE 2012


Histórias de Nasrudim


Nasrudim é uma figura legendária, que não se sabe direito sua procedência. É um sábio cômico, quando leio suas histórias fico com o coração feliz.
Marta


Histórias de Nasrudim

Prefácio
Há quem diga que Mullá Nasrudin nasceu e viveu numa pequena cidade da Turquia por volta do séc. XIII. Há quem diga que não é nem um pouco importante saber se isso é verdade ou não. Tal imprecisão não é casual, pois a intenção é justamente a de proporcionar um personagem à margem do tempo e destituído de uma personalidade histórica. Para o sufismo, mais importante que o Nasrudin histórico é o seu ensinamento, que permanece através dos tempos. Grande prova de sua atualidade e vitalidade é a sua presença em quase toda a literatura mundial. Ultimamente, coletâneas de contos de Mullá Nasrudin têm sido publicadas em vários paí-ses ocidentais, além de formarem parte integrante da tradição escrita e oral da maioria dos países orientais. A "História de Nasrudin" que aparece já no séc. XIII como um apêndice à primeira compilação de seus contos de que se tem noticia, alude a algumas das razões de sua existência. Es-ses contos dão forma a um sistema completo de pensamento que age em níveis de profundidade tão diversos que não pode ser totalmente extinto. Além disso, o humor tem a característica de difundir-se e deslizar através dos padrões mentais e sociais impostos à humanidade pelo costume e pela autoridade. Pode ser verdade que os relatos devem sua sobrevivência a seu perene atrativo humorístico, mas para os sufis este aspecto é secundário. A verdadeira intenção com a qual foram desenhados é outra: a de proporcionar, no contexto de uma situação de ensinamento, uma base para a difusão da atitude sufi durante a vida. Entretanto, os sufis concordam com os que não seguem nenhum caminho místico para ler os contos de Nasrudin e permanecem fazendo o que vem sendo feito através dos séculos: desfrutando-os!


Nasrudim e o ovo
Certa manhã, Nasrudin - o grande místico sufi que sempre fingia ser louco - colocou um ovo embrulhado em um lenço, foi para o meio da praça de sua cidade, e chamou aqueles que estavam ali. 

- Hoje teremos um importante concurso! - disse 
- Quem descobrir o que está embrulhado neste lenço, eu dou de presente o ovo que está dentro! As pessoas se olharam, intrigadas, e responderam:
- Como podemos saber? Ninguém aqui é capaz de fazer adivinhações! 
Nasrudin insistiu: - O que está neste lenço tem um centro que é amarelo como uma gema, cercado de um líquido da cor da clara, que por sua vez está contido dentro de uma casca que quebra facilmente. 
É um símbolo de fertilidade, e nos lembra dos pássaros que voam para seus ninhos. 
Então, quem pode me dizer o que está escondido? 
Todos os habitantes pensavam que Nasrudin tinha em suas mãos um ovo, mas a resposta era tão óbvia, que ninguém resolveu passar vergonha diante dos outros. 
E se não fosse um ovo, mas algo muito importante, produto da fértil imaginação mística dos sufis? Um centro amarelo podia significar algo do sol, o líquido ao redor talvez fosse um preparado alquímico. Não, aquele louco estava querendo fazer alguém de ridículo. 
Nasrudin perguntou mais duas vezes, e ninguém se arriscou a dizer algo impróprio.
Então ele abriu o lenço e mostrou a todos o ovo. - Todos vocês sabiam a resposta - afirmou. - E ninguém ousou traduzi-la em palavras. "É assim a vida daqueles que não tem coragem de arriscar: as soluções nos são dadas generosamente por Deus, mas estas pessoas sempre procuram explicações mais complicadas, e terminam não fazendo nada."


Quem Sou Eu? 

Depois de uma longa viagem, Nasrudin deu de cara com uma turbulenta multidão em uma grande cidade. 
Nunca havia visto um lugar tão grande e lhe confundiam a cabeça todas aquelas pessoas amontoadas pelas ruas. “Num lugar assim”, refletia Nasrudin consigo mesmo, “fico imaginando como é que as pessoas fazem para não se perderem de si mesmas, para saberem quem são.”Então, pensou: “Devo recordar-me bem de mim, caso contrário poderia perder-me de mim mesmo”. 
Mais que depressa, procurou uma hospedaria. Um sujeito brincalhão estava acomodado numa cama próxima àquela reservada a Nasrudin.
O Mullá pensou em fazer a sesta, mas estava diante de um problema: como encontrar novamente a si mesmo ao acordar. Confidenciou seu problema ao vizinho.
“Muito simples”, disse o tal brincalhão. 
“Aqui tem um balão. Basta amarrá-lo na sua perna e ir dormir. 
Quando acordar, procure o homem com o balão e esse homem será você.”
“Excelente idéia”, disse Nasrudin.Algumas horas depois, o Mullá acordou. 
Procurou o balão e o achou amarrado na perna do vizinho brincalhão.
“É, esse aí sou eu”, pensou. Então, apavorado, começou a sacudir o sujeito: 
“Acorda! Algo aconteceu, do jeito que eu imaginei que aconteceria! 
Sua idéia não foi boa!”O homem acordou e perguntou qual era o problema. 
Nasrudin apontou-lhe o balão. “Pelo balão, posso dizer que você sou eu. 
Mas se você sou eu, pelo amor de Deus, quem sou eu?”

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Nova era


 
Amigos!
Vcs se lembram da música AGE OF AQUARIUS (Era de Aquário)?
Vejam abaixo que linda mensagem sobre o próximo dia 14/fevereiro/2009, Valentine´s Day nos Estados Unidos e Europa.
Teremos um alinhamento planetário maravilhoso - exatamente o alinhamento descrito na música AGE OF AQUARIUS há 40 anos atrás... 

Coincidência ou premonição?
O fato é que estamos caminhando rumo a um novo tempo, os novos líderes eleitos já apontam esta nova tônica.
O tempo que nós escolhemos criar, viver e manifestar a cada dia através de nossos pensamentos, intenções, sentimentos e ações.
Alinhamento Aquariano de 14/fev/2009
No alvorecer do dia 14/fevereiro, dia dedicado à São Valentim nos Estados Unidos e Europa (Valentine´s Day, o patrono e Santo do Amor) a lua em Libra entra na sétima casa dos relacionamentos; Jupiter e Marte estarão alinhados no signo de Aquarius na décima segunda casa da transformação espiritual.
Quarenta anos atrás, as palavras intuitivas de uma canção chamada Aquarius, trouxe o alvorecer da Nova Era ao Consciente Coletivo :


"When the Moon is in the seventh house
and Jupiter aligns with Mars.

Then peace will guide the planets

and love will steer the stars "



" Quando a Lua estiver na sétima casa

e Jupiter se alinhar com Marte,

Então a PAZ guiará os planetas

e o Amor varrerá as estrelas "

No alvorecer do dia 14/fevereiro, o Cosmos realmente vai personificar este perfeito alinhamento que irá apoiar nossa manifestação coletiva de Amor e PAZ, no alvorecer da Era de Aquarius.
O mapa astral do dia 14/fev que revela uma incrível concentração de influências cósmicas combinadas com as energias de Aquarius na décima segunda casa.
Júpiter, o planeta da expansão, e Marte, o planeta da energia estarão alinhados com o objetivo mais elevado.
A presença de Quíron, o curador ferido, nos oferece a oportunidade de curar os fatos que nos separaram durante tanto tempo de nós mesmos e do todo.
Netuno enfatiza os movimentos humanitários coletivos e a co-criação da justiça social.
A presença do SOL ilumina todo este alinhamento especial.
Mercúrio, também na décima segunda casa, porém em Capricórnio, se alinha com Plutão que significa Transformação para se comunicar e ancorar a MUDANÇA através de nossas estruturas globais e instituições.
Lua em Libra na sétima casa enfatiza o início de relacionamentos harmoniosos.
Venus em Áries na primeira casa energiza e dá Poder à co-criatividade e ao dinamismo.
Saturno, o grande mestre do trabalho em oposição à Urano, o desperto inesperado, sugere uma série de confrontações dos velhos paradigmas que não são mais sustentados, entregando-se ao novo paradigma com novas esperanças. Sua colocação entre Virgem e Peixes traz altruísmo prático e inspiração visionária nesta transição.

Durante os 18 minutos do alinhamento, eu convido você, em seu coração universal, para colocar sua intenção de AMOR e PAZ e  juntos CO-CRIARMOS O ALVORECER DA ERA DE AQUARIUS no Cosmos .
Na forma que mais for apropriada para você, energize este momento com suas INTENÇÕES E ORAÇÕES e juntos criaremos uma onda de energia  que abraçará a Mãe Terra.
Sinta-se à vontade para circular esta informação e nosso convite para este incrível evento Cósmico: O ALVORECER DA ERA DE AQUARIUS, conforme cantado há 40 anos na música AQUARIUS ...
Participe deste grande MOMENTUM e CO-CRIE SUA NOVA REALIDADE E SUA NOVA VIDA NA MÃE TERRA AGORA

 


 

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Livro Henrique do Valle

Estou muito emocionada em ver a obra do meu cunhado Henrique do valle publicada. Suas poesias estavam guardadas há mais de 30 anos.

Nos anos 70 o Henrique era muito conhecido pelos poetas, nas universidades, "nas esquinas malditas". 

Henrique foi muito prejudicado emocionalmente pelo golpe militar e pela diadura, pelo fato de ser filho da irmã de Jango, Tarsila Goulart do Valle e do jornalista e redator político de Jango, João Luis Moura Valle. 

O professor Paulo Seben, autor do estudo, falou durane a apresentação do livro, no lançamento, que nunca imaginou que fosse encontrar essa preciosidade da literaura brasileira ainda guardada.

Agradeço muito a Secretaria de Cultura que possibilitou a publicação desta obra! 

Aos interessados pelo livro, vocês podem adquirí-lo no blog do IEL: http://livrariadoiel.blogspot.com.br/


 

sábado, 11 de maio de 2013

Para além da noite escura da alma



Satsang intensivo em San Diego, Califórnia - 7 de março de1997 (manhã)

Há um determinado nó na investigação espiritual que precisa ser desfeito, que necessita ser desemaranhado. Ele não é novo. Você certamente já ouviu falar dele. Trata-se da tendência e o hábito de buscar a verdade, a perfeição ou a realização fora de si mesmo. É importante compreender como isso acontece. E talvez esta compreensão possa ser o meio de desatar este nó tão apertado.

No decorrer de uma vida, pode ocorrer um momento precioso e importante, no qual se reconhecem os maus hábitos, os vícios, o horror, a violência e a imundície que temos chamado de "eu". É um grande choque, um grande abalo; isso é muito importante, caso contrário, o horror e a imundície simplesmente continuam a ser acumulados, em nome e a serviço da exultação de "mim" e da "minha história". Este reconhecimento é um choque espiritual, e pode haver (e geralmente há) um grande estremecimento, seguido de um desejo de descobrir o que é verdadeiro, o que é real, o que é puro, o que é sagrado, o que é livre. Portanto, a busca começa "lá fora".

Temos muitos exemplos primorosos de "lá fora". Em todas as épocas, houve sábios, santos, messias, homens e mulheres para quem podemos apontar e dizer: "Está presente neles. Por que não consigo chegar lá?" Então, há muitas tentativas de consertar o que se percebe como revoltante e limitado, para que possa ser mais como o que se imagina que é puro e sagrado. Todos vocês já tentaram isso. Isso não é nenhuma novidade, certo? Há esforço e trabalho, um sentido de estar ganhando terreno, e uma sensação de estar perdendo terreno, até que, finalmente, ocorre um outro grande choque espiritual. Eu o chamo de "a grande desilusão".

Quando se reconhece que toda tentativa de consertar o caráter, a personalidade, os hábitos ou os vícios nem sequer toca aquele o abismo de separação entre quem você é e a própria perfeição, há uma grande desilusão. Um abismo enorme aparece então. Este é o anseio da alma por Deus. E você vê claramente que todo o esforço, a luta, a áspera escalada, com todos os seus ganhos, ainda não tocaram a profundeza deste anseio. Isto é crucial. Esta é a noite escura da alma. É o reconhecimento de que "Eu nunca conseguirei fazer isso. Eu tentei, trabalhei duro, mas jamais conseguirei fazê-lo."

Há muitos caminhos que podem desviá-lo deste momento. Você pode encorajar a si mesmo com pensamentos como este: "Sim, você pode fazer isso. Espere e Deus virá até você. Esforce-se mais. Não desanime."

Mas, em vez de seguir qualquer um destes atalhos, eu o convido a deixar-se cair no fio desta espada de dois gumes: a desilusão e o anseio. Caia bem no meio, para que a espada dilacere este sentido de um abismo de separação. Caia direto dentro do abismo. Recuse-se a seguir qualquer caminho que possa lhe trazer conforto ou esperança ou, a estas alturas, até uma crença. Na verdade, disponha-se a encarar a espada, e deixe que ela dilacere o seu coração.

Este é o verdadeiro convite do satsang. É um convite radical: aceitar não se mover diante do anseio, da desilusão, para descobrir: Quem sou eu, realmente? O que está aqui realmente? É aceitar ver o que existe em um nível mais profundo do que a percepção; o que é mais profundo do que se percebe com os sentidos. É aceitar morrer. Todo o condicionamento é para não morrer. Todo o apoio, a esperança e a crença são de que "Eu não vou morrer", ou "Se eu morrer, irei para o céu, onde me encontrarei com minha avó, ou meus amigos que já foram antes de mim". Por debaixo de todas estas esperanças e crenças está este anseio. Convido você a mergulhar neste anseio. Não na história do anseio, mas no próprio anseio. Ele não está separado da desilusão. A verdadeira desilusão é sagrada: a ilusão é destruída.

E o que não pode ser imaginado, o que não se sujeita à estimulação da mente é revelado. É maravilhoso encontrar alguém, ou viver um momento que abala a ilusão e, embora isto mereça ser reverenciado, é muito importante ver como a mente individual cria um abismo de separação. Todos os grandes mestres disseram que "Você e eu somos um", "Eu e meu pai somos um" ou "Tudo é o mesmo Ser." É irônico como a mente transforma isto em uma ilusão de separação: "Ele e seu pai são um", "Ela e eles são o mesmo", ou "Tudo é um, menos eu; eu fui excluído." Isso soa familiar, não é? Esses hábitos do pensamento são fortes e são reforçados mais ainda, mesmo com as melhores intenções. Com a disposição de parar de alimentar estes hábitos de pensamento, o anseio e a desilusão são encarados diretamente, assim como Cristo na cruz encarou o aparente abandono de Deus.

Isto é oferecido a todos. De alguma maneira, você aceitou o convite até um certo ponto. Mas há sempre mais. Vá mais fundo, penetre mais profundamente, até você, finalmente, não conseguir encontrar distinção entre dentro e fora, entre pai e filho, entre Deus e alma, entre mim e você. Esta é a possibilidade revelada pelo convite ao satsang. Isto é possível para você também. Não se limita ao Buda ou a Cristo. Não se limita a Ramana. Não se limita a Gangaji. Não se limita a nada, e este é o maior ensinamento. Ela é ilimitada. A presença de Deus é onipresente; está em toda parte, o tempo todo.

Esta é a promessa de todos os grandes ensinamentos. É a mensagem que o guru do meu guru transmitiu a ele. É a mensagem que meu guru transmitiu a mim. É a mensagem que é livremente transmitida a você. É a mensagem que vem do mais íntimo do seu ser. A disposição de entrar está em simplesmente receber o que já existe no mais íntimo do seu ser. Não um outro dia, mas agora mesmo: sempre agora. E eu lhe dou as boas-vindas. Dou-lhe as boas-vindas ao entrar. O que parece estar fora também está dentro.

"Duas semanas atrás eu não sabia o que era satsang nem quem era Gangaji. Mas quando vi o seu vídeo e olhei em seus olhos, o anseio foi preenchido. Não vi uma forma, vi meu coração."*

Que sorte que o anseio estava tão perto, que já não estava mais escondido. De alguma maneira, ele eclodiu para encontrar a si mesmo.


"Quarenta e tantos anos de anseio..."*

Quarenta milhões de anos! Muito mais do que esta vida, na verdade. Você nem precisa acreditar em reencarnação. Nossos genes são codificados pelas vidas de nossos ancestrais e os desejos, realizações e decepções de, pelo menos, quarenta milhões de anos.

"O que você acaba de dizer foi perfeito. Descreveu esta jornada. Há duas semanas, fiquei apavorada quando tive que encarar completamente o terror de cair sobre aquela espada... E foi... Todo o terror passou. A idéia de que somos este pequeno conceito imaginado é uma grande mentira. Até aquele momento, o terror era apenas um pensamento, apenas uma história, algo pelo que eu tinha que passar. Estou tão contente."*

Eu estou tão contente! Que boas novas!

Aquela profundeza me aterrorizava, porque eu não sabia quem eu era; estava com tanto medo de vivenciar o que estava do outro lado. Isto aconteceu em conseqüência de um ajuste de contas com o fato de ter sido abandonada. Eu tinha imaginado que morreria e, num certo sentido, morri. Mas o jeito é passar por isso. Estou tão grata por ter confiado o suficiente, e ter visto que o convite era para receber, para render-me àquilo que somos. Até aquele momento de entrega, doce rendição, eu nunca tinha vivido a entrega em minha vida. Por isso estou tão agradecida, porque ouvi o seu chamado. Eu não percebo você na forma. Vejo meu coração em você."

Sim, seu coração aí e seu coração aqui. Estas são boas novas para todo o planeta. As reverberações destas boas novas são imensas. O cosmos inteiro participa deste despertar.


"Então, agora eu caminho como amante, em vez de tentar ser amada e o meu anseio mais profundo (porque ele se aprofunda cada vez mais) é que aqueles que tiverem contato comigo também perceberão você em mim."*

Aleluia! Isso mesmo. Que todos os seres despertem para si mesmos.

"O repouso é profundo."*

Sim.

"Eu te amo."*

Namastê.

Gangaji


*participante

quinta-feira, 9 de maio de 2013

O AMOR sempre é a melhor escolha...

Em dias de intensa luminosidade sempre existe espaço para apreciar a mudança climática que anuncia o adeus progressivo do frio de inverno seco, preparando nossas almas para a alegria incontida da Primavera, estação de cor, luz e, sobretudo, AMOR!

É muito bom se permitir desfrutar da vida as benesses da renovação de sentimentos, transmutando o que ficou, um dia, calejado por atropelos, para dar guarida à intensidade de novos horizontes.

É muito bom começar a nova ciranda da vida e abrir a alma para o povoamento de novas emoções.

Inéditas?

Sim, claro, pois nada, a rigor, repete-se em uma trajetória de intensas vívidas experiências. Tudo é sempre novo, regado ao frescor de uma manhã cálida, remetendo-nos ao firmamento que tanto desejamos alcançar!

Em cada momento de renovação percebo que, mesmo diante do que se apresenta como obstáculo ou ferida, a retomada da capacidade de amar é um grande sinal do pulsar de nossos corações...

Quando nos permitimos a abertura da alma, até mesmo o que, outrora, poderia ser internalizado como dor ou sofrimento, apaga-se, pouco a pouco, deixando apenas - e que apenas! - um grande e largo sorriso no rosto, bem como a gratidão pelos passos firmados no solo de nossas pessoais trajetórias.

Amar sempre é a opção, a única para crescermos diante da vida que se delineia bem diante dos olhos, ainda que eventualmente seja um sentimento unilateral.

Que importa?

O vital é apenas sentir a benignidade desse nobre sentimento e se lançar à incondicionalidade de sua percepção. O mundo fica mais colorido quando amamos o anônimo e nos descobrimos em cada rosto e em cada olhar...

Como é bom amar por amar...

Como é edificante apaixonar-se por se apaixonar, descobrir, pouco a pouco, a beleza de olhar para o outro com a curiosidade pueril de se perder em meio a uma imensidão de perguntas e incertezas, impulso primordial para que a vida se perpetue nos pequenos gestos que nos ligam a grandes emoções e conquistas!


Fonte: http://sagradosegredosdaterra.blogspot.com.br/

terça-feira, 7 de maio de 2013

Aprendendo com Shakespeare a ser forte e aceitar...

"Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.


 

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, contudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto... plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!"
William Shakespeare


Fonte: http://sagradosegredosdaterra.blogspot.com.br/

domingo, 5 de maio de 2013

Sorriso Interior


Quando: Sempre quando você estiver sentado sem nada para fazer.

Primeiro Passo: Respire pela Boca.
Relaxe o maxilar inferior e deixe sua boca ligeiramente aberta. Comece a respirar pela boca, mas não profundamente. Apenas deixe o corpo respirar assim isso fica mais e mais superficial. E quando você sentir que a respiração ficou bem superficial e sua boca aberta e mandíbula relaxada, todo seu corpo se sentirá bem relaxado.

Segundo Passo: Sinta um Sorriso.
Nesse momento, comece a sentir um sorriso – não na sua face, mas por todo seu ser – e você será capaz disso. Isso não é um sorriso que chega aos lábios; é um sorriso existencial que se espalha por dentro. Tente e você saberá o que é, porque isso não pode ser explicado.
Não há necessidade de sorrir com seus lábios na sua face, mas apenas como se você estivesse rindo a partir da barriga, a barriga está rindo.
E é um sorriso, não uma risada, então isso é bem suave, delicado, frágil – como uma pequena rosa se abrindo na barriga e a fragrância se espalhando por todo o corpo.

Uma vez que você conhece o que esse sorriso é, você pode permanecer feliz por vinte e quatro horas do dia. E sempre quando você sentir que está perdendo essa felicidade, basta fechar os olhos e pegar esse sorriso novamente, e ele estará lá. Durante o dia tantas vezes quanto você possa, você pode agarrá-lo. Ele está sempre lá.


Osho, em Osho.com
Imagem por rjzii