quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Livro Henrique do Valle

Estou muito emocionada em ver a obra do meu cunhado Henrique do valle publicada. Suas poesias estavam guardadas há mais de 30 anos.

Nos anos 70 o Henrique era muito conhecido pelos poetas, nas universidades, "nas esquinas malditas". 

Henrique foi muito prejudicado emocionalmente pelo golpe militar e pela diadura, pelo fato de ser filho da irmã de Jango, Tarsila Goulart do Valle e do jornalista e redator político de Jango, João Luis Moura Valle. 

O professor Paulo Seben, autor do estudo, falou durane a apresentação do livro, no lançamento, que nunca imaginou que fosse encontrar essa preciosidade da literaura brasileira ainda guardada.

Agradeço muito a Secretaria de Cultura que possibilitou a publicação desta obra! 

Aos interessados pelo livro, vocês podem adquirí-lo no blog do IEL: http://livrariadoiel.blogspot.com.br/


 

sábado, 11 de maio de 2013

Para além da noite escura da alma



Satsang intensivo em San Diego, Califórnia - 7 de março de1997 (manhã)

Há um determinado nó na investigação espiritual que precisa ser desfeito, que necessita ser desemaranhado. Ele não é novo. Você certamente já ouviu falar dele. Trata-se da tendência e o hábito de buscar a verdade, a perfeição ou a realização fora de si mesmo. É importante compreender como isso acontece. E talvez esta compreensão possa ser o meio de desatar este nó tão apertado.

No decorrer de uma vida, pode ocorrer um momento precioso e importante, no qual se reconhecem os maus hábitos, os vícios, o horror, a violência e a imundície que temos chamado de "eu". É um grande choque, um grande abalo; isso é muito importante, caso contrário, o horror e a imundície simplesmente continuam a ser acumulados, em nome e a serviço da exultação de "mim" e da "minha história". Este reconhecimento é um choque espiritual, e pode haver (e geralmente há) um grande estremecimento, seguido de um desejo de descobrir o que é verdadeiro, o que é real, o que é puro, o que é sagrado, o que é livre. Portanto, a busca começa "lá fora".

Temos muitos exemplos primorosos de "lá fora". Em todas as épocas, houve sábios, santos, messias, homens e mulheres para quem podemos apontar e dizer: "Está presente neles. Por que não consigo chegar lá?" Então, há muitas tentativas de consertar o que se percebe como revoltante e limitado, para que possa ser mais como o que se imagina que é puro e sagrado. Todos vocês já tentaram isso. Isso não é nenhuma novidade, certo? Há esforço e trabalho, um sentido de estar ganhando terreno, e uma sensação de estar perdendo terreno, até que, finalmente, ocorre um outro grande choque espiritual. Eu o chamo de "a grande desilusão".

Quando se reconhece que toda tentativa de consertar o caráter, a personalidade, os hábitos ou os vícios nem sequer toca aquele o abismo de separação entre quem você é e a própria perfeição, há uma grande desilusão. Um abismo enorme aparece então. Este é o anseio da alma por Deus. E você vê claramente que todo o esforço, a luta, a áspera escalada, com todos os seus ganhos, ainda não tocaram a profundeza deste anseio. Isto é crucial. Esta é a noite escura da alma. É o reconhecimento de que "Eu nunca conseguirei fazer isso. Eu tentei, trabalhei duro, mas jamais conseguirei fazê-lo."

Há muitos caminhos que podem desviá-lo deste momento. Você pode encorajar a si mesmo com pensamentos como este: "Sim, você pode fazer isso. Espere e Deus virá até você. Esforce-se mais. Não desanime."

Mas, em vez de seguir qualquer um destes atalhos, eu o convido a deixar-se cair no fio desta espada de dois gumes: a desilusão e o anseio. Caia bem no meio, para que a espada dilacere este sentido de um abismo de separação. Caia direto dentro do abismo. Recuse-se a seguir qualquer caminho que possa lhe trazer conforto ou esperança ou, a estas alturas, até uma crença. Na verdade, disponha-se a encarar a espada, e deixe que ela dilacere o seu coração.

Este é o verdadeiro convite do satsang. É um convite radical: aceitar não se mover diante do anseio, da desilusão, para descobrir: Quem sou eu, realmente? O que está aqui realmente? É aceitar ver o que existe em um nível mais profundo do que a percepção; o que é mais profundo do que se percebe com os sentidos. É aceitar morrer. Todo o condicionamento é para não morrer. Todo o apoio, a esperança e a crença são de que "Eu não vou morrer", ou "Se eu morrer, irei para o céu, onde me encontrarei com minha avó, ou meus amigos que já foram antes de mim". Por debaixo de todas estas esperanças e crenças está este anseio. Convido você a mergulhar neste anseio. Não na história do anseio, mas no próprio anseio. Ele não está separado da desilusão. A verdadeira desilusão é sagrada: a ilusão é destruída.

E o que não pode ser imaginado, o que não se sujeita à estimulação da mente é revelado. É maravilhoso encontrar alguém, ou viver um momento que abala a ilusão e, embora isto mereça ser reverenciado, é muito importante ver como a mente individual cria um abismo de separação. Todos os grandes mestres disseram que "Você e eu somos um", "Eu e meu pai somos um" ou "Tudo é o mesmo Ser." É irônico como a mente transforma isto em uma ilusão de separação: "Ele e seu pai são um", "Ela e eles são o mesmo", ou "Tudo é um, menos eu; eu fui excluído." Isso soa familiar, não é? Esses hábitos do pensamento são fortes e são reforçados mais ainda, mesmo com as melhores intenções. Com a disposição de parar de alimentar estes hábitos de pensamento, o anseio e a desilusão são encarados diretamente, assim como Cristo na cruz encarou o aparente abandono de Deus.

Isto é oferecido a todos. De alguma maneira, você aceitou o convite até um certo ponto. Mas há sempre mais. Vá mais fundo, penetre mais profundamente, até você, finalmente, não conseguir encontrar distinção entre dentro e fora, entre pai e filho, entre Deus e alma, entre mim e você. Esta é a possibilidade revelada pelo convite ao satsang. Isto é possível para você também. Não se limita ao Buda ou a Cristo. Não se limita a Ramana. Não se limita a Gangaji. Não se limita a nada, e este é o maior ensinamento. Ela é ilimitada. A presença de Deus é onipresente; está em toda parte, o tempo todo.

Esta é a promessa de todos os grandes ensinamentos. É a mensagem que o guru do meu guru transmitiu a ele. É a mensagem que meu guru transmitiu a mim. É a mensagem que é livremente transmitida a você. É a mensagem que vem do mais íntimo do seu ser. A disposição de entrar está em simplesmente receber o que já existe no mais íntimo do seu ser. Não um outro dia, mas agora mesmo: sempre agora. E eu lhe dou as boas-vindas. Dou-lhe as boas-vindas ao entrar. O que parece estar fora também está dentro.

"Duas semanas atrás eu não sabia o que era satsang nem quem era Gangaji. Mas quando vi o seu vídeo e olhei em seus olhos, o anseio foi preenchido. Não vi uma forma, vi meu coração."*

Que sorte que o anseio estava tão perto, que já não estava mais escondido. De alguma maneira, ele eclodiu para encontrar a si mesmo.


"Quarenta e tantos anos de anseio..."*

Quarenta milhões de anos! Muito mais do que esta vida, na verdade. Você nem precisa acreditar em reencarnação. Nossos genes são codificados pelas vidas de nossos ancestrais e os desejos, realizações e decepções de, pelo menos, quarenta milhões de anos.

"O que você acaba de dizer foi perfeito. Descreveu esta jornada. Há duas semanas, fiquei apavorada quando tive que encarar completamente o terror de cair sobre aquela espada... E foi... Todo o terror passou. A idéia de que somos este pequeno conceito imaginado é uma grande mentira. Até aquele momento, o terror era apenas um pensamento, apenas uma história, algo pelo que eu tinha que passar. Estou tão contente."*

Eu estou tão contente! Que boas novas!

Aquela profundeza me aterrorizava, porque eu não sabia quem eu era; estava com tanto medo de vivenciar o que estava do outro lado. Isto aconteceu em conseqüência de um ajuste de contas com o fato de ter sido abandonada. Eu tinha imaginado que morreria e, num certo sentido, morri. Mas o jeito é passar por isso. Estou tão grata por ter confiado o suficiente, e ter visto que o convite era para receber, para render-me àquilo que somos. Até aquele momento de entrega, doce rendição, eu nunca tinha vivido a entrega em minha vida. Por isso estou tão agradecida, porque ouvi o seu chamado. Eu não percebo você na forma. Vejo meu coração em você."

Sim, seu coração aí e seu coração aqui. Estas são boas novas para todo o planeta. As reverberações destas boas novas são imensas. O cosmos inteiro participa deste despertar.


"Então, agora eu caminho como amante, em vez de tentar ser amada e o meu anseio mais profundo (porque ele se aprofunda cada vez mais) é que aqueles que tiverem contato comigo também perceberão você em mim."*

Aleluia! Isso mesmo. Que todos os seres despertem para si mesmos.

"O repouso é profundo."*

Sim.

"Eu te amo."*

Namastê.

Gangaji


*participante

quinta-feira, 9 de maio de 2013

O AMOR sempre é a melhor escolha...

Em dias de intensa luminosidade sempre existe espaço para apreciar a mudança climática que anuncia o adeus progressivo do frio de inverno seco, preparando nossas almas para a alegria incontida da Primavera, estação de cor, luz e, sobretudo, AMOR!

É muito bom se permitir desfrutar da vida as benesses da renovação de sentimentos, transmutando o que ficou, um dia, calejado por atropelos, para dar guarida à intensidade de novos horizontes.

É muito bom começar a nova ciranda da vida e abrir a alma para o povoamento de novas emoções.

Inéditas?

Sim, claro, pois nada, a rigor, repete-se em uma trajetória de intensas vívidas experiências. Tudo é sempre novo, regado ao frescor de uma manhã cálida, remetendo-nos ao firmamento que tanto desejamos alcançar!

Em cada momento de renovação percebo que, mesmo diante do que se apresenta como obstáculo ou ferida, a retomada da capacidade de amar é um grande sinal do pulsar de nossos corações...

Quando nos permitimos a abertura da alma, até mesmo o que, outrora, poderia ser internalizado como dor ou sofrimento, apaga-se, pouco a pouco, deixando apenas - e que apenas! - um grande e largo sorriso no rosto, bem como a gratidão pelos passos firmados no solo de nossas pessoais trajetórias.

Amar sempre é a opção, a única para crescermos diante da vida que se delineia bem diante dos olhos, ainda que eventualmente seja um sentimento unilateral.

Que importa?

O vital é apenas sentir a benignidade desse nobre sentimento e se lançar à incondicionalidade de sua percepção. O mundo fica mais colorido quando amamos o anônimo e nos descobrimos em cada rosto e em cada olhar...

Como é bom amar por amar...

Como é edificante apaixonar-se por se apaixonar, descobrir, pouco a pouco, a beleza de olhar para o outro com a curiosidade pueril de se perder em meio a uma imensidão de perguntas e incertezas, impulso primordial para que a vida se perpetue nos pequenos gestos que nos ligam a grandes emoções e conquistas!


Fonte: http://sagradosegredosdaterra.blogspot.com.br/

terça-feira, 7 de maio de 2013

Aprendendo com Shakespeare a ser forte e aceitar...

"Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.


 

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, contudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto... plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!"
William Shakespeare


Fonte: http://sagradosegredosdaterra.blogspot.com.br/

domingo, 5 de maio de 2013

Sorriso Interior


Quando: Sempre quando você estiver sentado sem nada para fazer.

Primeiro Passo: Respire pela Boca.
Relaxe o maxilar inferior e deixe sua boca ligeiramente aberta. Comece a respirar pela boca, mas não profundamente. Apenas deixe o corpo respirar assim isso fica mais e mais superficial. E quando você sentir que a respiração ficou bem superficial e sua boca aberta e mandíbula relaxada, todo seu corpo se sentirá bem relaxado.

Segundo Passo: Sinta um Sorriso.
Nesse momento, comece a sentir um sorriso – não na sua face, mas por todo seu ser – e você será capaz disso. Isso não é um sorriso que chega aos lábios; é um sorriso existencial que se espalha por dentro. Tente e você saberá o que é, porque isso não pode ser explicado.
Não há necessidade de sorrir com seus lábios na sua face, mas apenas como se você estivesse rindo a partir da barriga, a barriga está rindo.
E é um sorriso, não uma risada, então isso é bem suave, delicado, frágil – como uma pequena rosa se abrindo na barriga e a fragrância se espalhando por todo o corpo.

Uma vez que você conhece o que esse sorriso é, você pode permanecer feliz por vinte e quatro horas do dia. E sempre quando você sentir que está perdendo essa felicidade, basta fechar os olhos e pegar esse sorriso novamente, e ele estará lá. Durante o dia tantas vezes quanto você possa, você pode agarrá-lo. Ele está sempre lá.


Osho, em Osho.com
Imagem por rjzii

sexta-feira, 3 de maio de 2013

AS DIMENSÕES DA VIDA


Uma mensagem de Jennifer Hoffman
3 de Janeiro de 2011

Enquanto começamos um novo ano, nos sentimos como se tivéssemos muito a fazer a fim de mudarmos o mundo e a nós mesmos. Cada novo nível de consciência que alcançamos, abre os nossos olhos para o que está “errado” a nossa volta. Mas é a nossa habilidade em entrarmos em um novo nível de vibração energética que nos permite nos conscientizarmos de nossa desconexão, de nossos equívocos, erros e escolhas ineficientes. Então o passado corre para nos encontrar e podemos ou nos reconhecermos como poderosos co-criadores ou nos sentirmos impotentes por cada etapa que pensamos ter passado. Isto é como sabemos em que dimensão estamos vivendo e onde iremos a partir deste momento: a nossa ascensão para uma vida mais elevada ou a nossa descida para um passado impotente.

A terceira dimensão é a casa do ego e uma dimensão superior é sempre um passo além dele. A vida não tem a ver com superar, destruir ou desmantelar o ego, pois ele serve a um importante propósito. Nosso desafio é levar o ego para as dimensões mais elevadas, transformar o seu pensamento limitado em uma parceria espiritual ilimitada com a nossa alma. Quando tentamos destruir o ego, estamos tentando corrigir algo que não está errado. A transformação não tem a ver com destruição, trata-se de mudar as energias, mudando a forma e criando uma nova vibração. Este processo se baseia no velho, reconhecendo o seu papel muito importante em nossa vida e estando sempre dispostos a dar outro passo em uma nova direção.

Nós sempre queremos estar em um lugar diferente do que aquele em que estamos, especialmente quando este lugar é tão cheio de dificuldades. Mas o lugar em que estamos é aquele que escolhemos, consciente ou inconscientemente e é o nosso ponto de partida para uma vida em uma dimensão mais elevada. Podemos apreciar a vida e as suas bênçãos de qualquer dimensão porque a vida em uma dimensão mais elevada é um processo espiritual que se reflete no físico. Há muito acreditamos que estar em uma dimensão mais elevada nos afasta do mundo, mas não, apenas nos dá uma perspectiva diferente do mundo.

A dimensão que escolhemos, seja esta a terceira, a quarta, a quinta ou além, é aquela que é adequada para nós. E vamos para lá e para cá, assim às vezes estamos na terceira, então entramos em uma mais elevada, então algo acontece que traz à tona os nossos medos, de modo que retornamos à terceira para experienciar e liberar este medo. Então podemos avançar novamente. Mas a cada movimento para trás ou para frente, nós liberamos um pouco mais, então a nossa estadia em uma dimensão mais elevada é mais longa e se torna mais familiar e mais confortável. Eventualmente, aprenderemos o desapego que é necessário para permanecermos em uma dimensão mais elevada e enquanto o nosso ego encontra o seu espaço em nossa parceria espiritual, nós encontramos a dimensão que nos faça felizes e entramos na vida poderosa e imperiosa.


Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br

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quarta-feira, 1 de maio de 2013

OSHO - A BIOGRAFIA DE UM MESTRE ILUMINADO


Osho nasceu em Kuchwada, Madhya Pradesh, Índia, em 11 de dezembro de 1931. Filho mais velho de um modesto mercador de tecidos, passou os sete primeiros anos de sua infância com seus avós, que lhe davam absoluta liberdade para fazer o que bem quisesse, apoiando suas precoces e intensas investigações sobre a verdade da vida. Desde cedo foi um espírito rebelde e independente, desafiando os dogmas religiosos, sociais e políticos, e insistindo em buscar a verdade por si mesmo, ao invés de adquirir conhecimentos e crenças impingidos por outros.
Sua intensa busca espiritual chegou a afetar sua saúde a ponto de seus pais e amigos recearem que ele não vivesse por muito tempo. Após a morte do avô, Osho foi viver com seus pais em Gadawara. Sua avó mudou-se para a mesma cidade, permanecendo como sua mais dedicada amiga até falecer em 1970, tendo se declarado discípula do neto.

Aos 21 anos de idade, no dia 21 de março de 1953, Osho tornou-se iluminado. Com sua iluminação, ele disse que sua biografia externa terminara. Nessa oportunidade comentou: "Não estou mais buscando, procurando por alguma coisa. A existência abriu todas as suas portas para mim. Nem ao menos posso dizer que pertenço à existência, porque sou simplesmente uma parte dela... Quando uma flor desabrocha, desabrocho com ela. Quando o Sol se levanta, levanto-me com ele. O ego em mim, o qual mantém as pessoas separadas, não está mais presente. Meu corpo é parte da natureza, meu ser é parte do todo. Não sou uma entidade separada."

Osho graduou-se em Filosofia na Universidade de Sagar, com as honras de "primeiro lugar". Na época de estudante foi campeão nacional de debates na Índia. Em 1966, depois de nove anos limitado pela função de professor de Filosofia na Universidade de Jabalpur, abandonou o cargo e passou a viajar por todo país, dando palestras, desafiando líderes religiosos ortodoxos em debates públicos, desconcertando as crenças tradicionais e chocando o "status quo".

Em 1968, ainda com seu primeiro nome espiritual, Bhagwan Shree Rajneesh, estabeleceu-se em Bombaim, onde morou e ensinou por alguns anos. Organizou regularmente "campos de meditação", onde introduziu a sua revolucionária Meditação Dinâmica. Em 1974 inaugura o "ashram" de Poona, e sua influência já atinge o mundo inteiro. Ao mesmo tempo, sua saúde se fragilizava seriamente.

Osho se recolhia cada vez mais à privacidade de seus aposentos, aparecendo apenas duas vezes por dia em suas palestras matinais e, à noite, em sessões de aconselhamento e iniciação.
Em maio de 1981, Osho parou de falar e iniciou uma fase de "comunhão silenciosa de coração-a-coração", enquanto seu corpo, seriamente enfermo, com graves problemas de coluna, descansava. Tendo em vista a possibilidade de que fosse necessária uma cirurgia de emergência, Osho foi levado aos Estados Unidos. Seus discípulos americanos compraram um rancho no deserto do Oregon e convidaram-no a ir para lá, onde recuperou-se rapidamente.
Uma comuna logo estabeleceu-se ao seu redor, formando a cidade de Rajneeshpuram. Em outubro de 1984, Osho voltou a falar a pequenos grupos e, em julho de 1985, reiniciava seus discursos a milhares de buscadores, todas as manhãs.

Em setembro de 1985, a secretária pessoal de Osho deixa a comuna, repentinamente, seguida por vários membros da administração, vindo com isso à luz todo um conjunto de atos ilegais cometidos por esse grupo. Osho convidou as autoridades americanas para que procedessem a todas as investigações necessárias. Tirando proveito dessa oportunidade, as autoridades aceleraram sua luta contra a comuna.

Em 29 de outubro de 1985, Osho foi preso em Charlotte, Carolina do Norte, sem um mandado de prisão. Sua viagem de volta ao Oregon, onde seria julgado - normalmente um vôo de cinco horas - demorou oito dias. Por alguns dias ninguém soube do seu paradeiro. Em meados de novembro, seus advogados aconselharam-no a confessar-se culpado por duas das trinta e quatro "violações de imigração" das quais era acusado, para evitar que sua vida corresse maiores riscos nas garras do sistema jurídico americano. Osho concordou. Foi multado e obrigado a deixar os Estados Unidos, com retorno proibido pelos próximos cinco anos.

Deixando o país no mesmo dia, Osho voou para a Índia em avião particular, onde permaneceu em repouso nos Himalaias. Uma semana mais tarde, a comuna do Oregon resolveu dispersar-se. Nessa época, Osho enfrentou uma verdadeira "via crucis" para poder fixar-se num lugar, pois onde quer que tentasse estabelecer-se tinha sua permanência negada pelas autoridades, por visível influência do governo norte americano. Ao todo, vinte e um países o expulsaram ou negaram o visto de entrada.

Em julho de 1986 Osho voltou a Bombaim, na Índia, onde ficou hospedado por seis meses na casa de um amigo indiano. Na privacidade da casa de seu anfitrião, ele retornou aos seus discursos diários.

Em janeiro de 1987, mudou-se para o seu "ashram" em Poona, onde vivera a maior parte dos anos 70. Imediatamente após sua chegada, o chefe de polícia de Poona ordenou-lhe que deixasse a cidade, sob a alegação de que era uma "pessoa controversa" que poderia "perturbar a tranqüilidade da cidade". Tal ordem foi revogada no mesmo dia pela Suprema Corte de Bombaim..

No seu trabalho, Osho falou praticamente sobre todos os aspectos do desenvolvimento da consciência humana. Seus discursos para discípulos e buscadores de todo o mundo foram publicados em mais de seiscentos e cinqüenta títulos e traduzidos para mais de trinta línguas.
Ele diz: "Minha mensagem não é uma doutrina, não é uma filosofia. Minha mensagem é uma certa alquimia, uma ciência da transformação; assim, somente aqueles que estão dispostos a morrer como são e a renascer em algo tão novo que agora nem podem imaginar, somente essas poucas pessoas corajosas estarão prontas a me ouvir, porque isto será perigoso. Ouvindo, você dá o primeiro passo em direção ao renascimento. Por isso, a minha mensagem não é uma simples comunicação verbal. Ela é muito mais perigosa. Ela é nada menos do que a morte e o renascimento."

De Sigmund Freud a Chuang Tzu, de George Gurdjieff a Buda, de Jesus Cristo a Rabindranath Tagore, Osho extraiu de cada um a essência do que é significativo na busca espiritual do homem, baseando-se não apenas na compreensão intelectual, mas sim na sua própria experiência existencial..

Osho deixou seu corpo em 19 de janeiro de 1990. Algumas semanas antes dessa data, foi-lhe perguntado o que aconteceria com seu trabalho quando ele partisse. Ele disse: "Minha confiança na existência é absoluta. Se houver alguma verdade naquilo que estou dizendo, isso irá sobreviver... As pessoas que permanecerem interessadas em meu trabalho irão simplesmente carregar a tocha, mas sem impor nada a ninguém..."

A comuna que cresceu à sua volta floresce em Poona, Índia, onde milhares de discípulos e buscadores se reúnem, durante o ano inteiro, para participar das meditações e dos outros programas lá oferecidos.

FONTE:
OSHO TIMES ON LINE http://www.formaweb.com.br/oton/
OSHO DELIGHT: http://www.oshodelight.com/